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Onde era o Oriente?

A arqueologia dá-nos alguma ajuda uma vez que este evento aparece em notas deixadas em tabuinhas de argila que foram encontradas na escola e arqueologia de Sippar, na Babilónia, onde é registado o movimento de astros que desencadeou o evento normalmente denominado por estrela de Belém e que é cientificamente explicado por Johannes Kepler desde o séc. XVII através da astronomia e matemática, assunto que falarei mais adiante.

A viagem de cerca de mês e meio deve ter sido efectuada de camelo e dado o risco que era fazer percursos desérticos, onde eram frequentes os assaltos, certamente levaram uma comitiva considerável para prover toda a logística e segurança necessária por isso a chegada de tal comitiva dava nas vistas tanto junto do palácio de Herodes como na pequena vila de Belém.

Quem eram os magos?

Eram astrólogos Caldeus. Quando lê-mos o livro de Daniel encontramos por várias vezes a entradas de sábios, magos e astrólogos. Seria destes que estamos a falar aqui também apesar da distância temporal que os separa, partilhava a mesma cultura. Um mago era um sacerdote e um sábio. O conhecimento das estrelas estava ligado ao conhecimento que estes homens tinham dos astros para procurar a partir dos astros prever acontecimentos importantes. Por outro lado conheciam as culturas dos outros povos, inclusivamente dos judeus de quem também conheciam os textos bíblicos e o texto que dizia que uma estrela havia de anunciar o nascimento do salvador.

Como seria a estrela?

De certo, a estrela que viram era algo completamente diferente do normal, porque de outra forma não seria capaz de mobilizar estes homens a empreenderem tal viagem.

Johannes Kepler descobriu que os planetas Júpiter e Saturno estiveram no mesmo enfiamento, parecendo um só astro de grandes dimensões e brilho excepcional, situação muito pouco comum e que aconteceu em tempo de Natal. Este evento não é comum e pode ser observado apenas de 794 em 794 anos e no 7a.C. aconteceu, sendo visível por três ocasiões distintas, durante cerca de 5 meses: de 29 de Maio a 8 de Junho; de 26 de Setembro a 6 de Outubro; de 5 a 15 de Dezembro. O texto de Mateus sugere dois momentos dessa manifestação da estrela a primeira “vimos a sua estrela no Oriente” Mateus 2:2 e a segunda encontramos no verso 9 e 10 do mesmo capítulo. Provavelmente o relato do verso nove e dez, onde diz que se alegraram por ver a estrela se refira à última aparição da estrela, sendo que Setembro a Novembro é o tempo ideal para se empreender este tipo de viagem.

Para acrescentar-mos a estes dados temos ainda as crenças mitológicas dos astrólogos da Pérsia, onde Júpiter representava a realeza e Saturno era o protector de Israel. Ao mesmo tempo, porque surge na constelação de peixes que nas suas crenças correspondia a Israel; isto fez com que rapidamente discorressem que estavam diante do acontecimento profetizado nos escritos dos Israelitas.